Cidadão que teve carteira de identidade furtada tem direito a receber novo número de CPF - 21.06.2013
A Sexta Turma do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) deu parcial provimento à apelação interposta pela União Federal contra decisão que determinou o cancelamento do número de (Cadastro de Pessoas Físicas) do autor e a emissão de um novo número, comunicando este fato a todas as Delegacias da Receita Federal do território nacional.

O requerente teve sua carteira de identidade extraviada, na qual constava o número de seu CPF. Graças a isso, teve seu nome usado de forma indevida por terceiros, o que resultou em sua inscrição em cadastros de inadimplentes, por, no mínimo, 14 débitos distintos.

O juiz de primeiro grau, ao analisar o caso, entendeu que os documentos acostados aos autos se revelam suficientes para comprovar a alegação de que, após a perda de seu CPF, o nome do autor passou a ser utilizado indevidamente, pelo que devido o respectivo cancelamento e a emissão de uma nova inscrição. Determinou, ainda, que a União Federal fizesse o pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios, arbitrados em R$ 1 mil.

Inconformada, a União apela ao TRF-1 alegando que o simples extravio ou furto dos documentos pessoais não enseja a modificação do número de inscrição do autor no CPF, razão pela qual requer a reforma da sentença.

O relator, desembargador federal Jirair Aram Meguerian, manteve a sentença. Segundo o magistrado, ficou claro que o requerente teve seu nome utilizado de forma indevida e, por ter tido seu CPF incluído em cadastros de inadimplentes, deve receber um novo número de CPF.

O desembargador alterou, porém, o valor a ser pago pela União referente aos honorários advocatícios. O relator avaliou que a quantia fixada em primeira instância é elevada, “considerando a baixa complexidade da causa”, reduzindo o montante para R$ 500.